terça-feira, 15 de junho de 2010

Metangula 1971

Foto enviada pelo filho da escola Mar. Fogueiro. Martins. Metangula cais das lanchas, da S.A.O, casa dos botes e a zona das machambas de alguns marinheiros.

5 comentários:

TINTINAINE disse...

Esta zona que vai do Cais das Bombas(assim se chamava no meu tempo, pois só lá existiam as bombas de água para encher o depósito da torre) até ao Cais das Lanchas (que nesta foto mal se avista) está completamente diferente daquilo que tenho na minha memória.
Não havia construções, não havia estrada, enfim, aquela zona era terreno das hienas! Por trás dos geradores era o sítio onde despejávamos o lixo da unidade, incluindo o da cozinha e durante a noite vinham as hienas procurar algum osso que por lá houvesse.
Como diz a canção dos comunas ...o mundo é feito de mudança...

Valdemar disse...

Tintinaine, repara como tu és antigo(não antiquado), no meu tempo era assim, ou eu estou a ficar ché ché, ou estou certo e cada vez que aparece uma nova foto parece que tudo rejuvenesce.
Acredito que não estou a ficar pirado, o que acontece isso sim é que cada vez sinto gostar mais de tudo aquilo.
Ainda hoje falava com o meu amigo sobrevivente do desastre do rio Zambeze e ele não sendo homem de Net's me dizia que cada dia gosta mais de Moçambique e adorava lá poder voltar e como sabem viu desaparecer mais de cem camaradas que morreram afogados e por muita sorte sobreviveu.
Aquilo é mais que uma paixão, é mesmo um grande amor.

Artur/Leiria disse...

Nesta estou com o Carlos. Qual estrada e prédios qual carapuça?
Era sim, terreno baldio cheio de arvores frondosas quase tocando na água do famigerado lago… Lembro perfeitamente um fogacho que mandei a uma garça com uma “pardaleira”, que negociei com um escola que não lembro quem, e quando vou recolher a ave, para minha desolação, era só ossos que nem para as hienas do Carlos servia! São coisas que já lá vão que a afluem à mente na medida que algum de voz vai “prantando” algo novo nesta “blogagem” de todos nós.
Um abração!

Anónimo disse...

no meu tempo 71/73 as hienas estavam dentro das palhotas.

eduardo maria nunes disse...

Metangula tão falada
Para alguns uma paixão
Por nós recordada
Dos tempos que já lá vão

Nunca serás esquecida
Por quem aí habitou
Foi uma vida sofrida
Para quem não regressou

Eram tempos diferentes
Sofrimentos causaram
Por deveres pertinentes
Alguns saudades não deixaram

Tintinaine e Valdemar
Artur/Leiria e anónimo
Gostariamos de lá voltar
Até Lichinga de combóio

Depois pela estrada
Maniamba no Caminho
Nova Coimbra afastada
Metangula um brinquinho