quinta-feira, 3 de junho de 2010

Almirante vermelho

Morreu um grande marinheiro e na medida inversa um "politico" no mínimo rasca. Para os filhos da escola  o que fica é um marinheiro de primeira água!

7 comentários:

Valdemar disse...

Respeito todas as opiniões e nem poderia ser de outra forma.
Foi sem dúvida um Marinheiro exemplar.
Foi capturado pelas forças da FNLA (mercenários dos quais eu tive a vida em risco, quando lhes faziamos o favor de os transportar de Luanda para Santo António do Zaire). Se nos queriam matar por não fazer continência ao farrapo que usavam de movimento (dito de independência). O que não terá sofrido Rosa Coutinho enquanto prisioneiro?. Não surpreende que não nutrisse qualquer simpatia por eles nem pela Unita (outros fidalgos ao serviço do Exército Português), mas a ele o devem não ter sido mortos muitos milhares de homens destes dois movimentos.
Foi homem da linha da frente no movimento dos capitães e muito honrou a Briosa.
Após o 25 de Novembro de 1975 retirou-se e jamais açpareceu, nem mesmo para se defender dos ataques mais maliciosos que foram orquestados pelo Movimento dos Nove e a escumalha politíca, que a partir dessa data tomou conta do poder.
Se há responsáveis politícos pela independência e traições devem reponsabilizar-se os Melos Antunes, Os Soares, Os Eanes e todos esses seus ditos companheiros que se dizem mas ninguém lhes reconhece qualquer tipo de paatriotismo.
Não funcionou o Intercâmbio comercial com Angola dado o boicote sistemàtico,houve camaradas que foram prejudicados. São consequências do próprio processo revolucionário.
A mim resta-me prestar a minha sentida homenagem ao bravo Marinheiro e ao Patriota Exemplar.
Acredito que a história se encarregar de repôr toda a verdade a rspeito deste combatente pela liberdade.
Obrigado Almirante Rosa Coutinho

Fuzo de Agua Doce disse...

Rosa Coutinho, Otelo e Mário Soares são inimigos nº1 para as pessoas que vieram de África, muitas delas com praticamente a roupa que traziam vestida, compreendo essas pessoas,e também os Angolanos que dizem pertencer a partidos que não o M.P.L.A.e que este foi beneficiado pelo Almirante, mas estou convencido que muito do-que se diz não corresponde á realidade, então ele foi o segundo de quatro Governadores no período de transição, depois de ele vir embora e até á Independência ainda ouve dois Governadores e ele é que paga as favas todas?
Um abraço Virgílio

TINTINAINE disse...

Não conheço nada da sua história!
Conta aí qualquer coisinha.

Piko disse...

Pois é, o Almirante morreu e conseguiu ser amado e odiado, a julgar pelo que vamos ouvindo e lendo, aqui mesmo na NET.
Penso que é quase impossível agradar a gregos e a troianos e o que para mim poderá ser apreciado como mau ou péssimo, já será excelente para o meu vizinho do lado... porque não estaremos minimamente interessados em conhecer a "floresta" e recusamos analisar as situações dificeis e complicadas em que tudo se está a desenrolar...
Claro, que os erros terão mesmo acontecido, aliás, a questão colonial na época, já era o erro maior e que teve início com o Salazar e que este não quis ou não soube resolver e que por via disso, ficou para outros resolver!
Estes, (MFA) até resolveram em tempo record, quando o regime que ia agonizando, nada de eficaz fez em 14 anos de uma guerra errada e sem saída...
Até agora, nao se diz abertamente que os militares do 25 de Abril foram traidores, mas também não nos surpreenderia muito, por já estarmos de certa forma habituados a frases com sentido tendicioso, colocando os aspectos materialistas acima das vidas humanas, que não têm preço na nossa óptica...
Afinal, nos tempos que se seguiram às guerras coloniais, foi possível continuar a fazer negócios com os países emergentes o que só prova que as guerras são uma tontaria completa em que o grande mal é começar, porque a seguir ninguém irá respeitar ninguém, porque o ódio traz consigo esse efeito maléfico da vingança!
No final das guerras perderam-se dum lado e do outro milhares de vidas humanas e para quê?
Os ódios que foram semeados dum lado e do outro que frutos deram?
Passados todos estes anos as mazelas que moram nestas gentes, cá e lá, já passaram, dá para se VIVER EM PAZ com as memórias?
Muito honestamente, ao colocar tudo isto nos dois pratos da balança, concluimos que foram guerras que nunca deveriam ter sequer começado para felicidade daqueles povos e do povo português, naturalmente.
Só me resta acrescentar, que também estive em Angola a cumprir o serviço militar obrigatório de 65 a 67 e pelo que vivi e conheci levou-me a formar esta opinião, muito embora não fique zangado por verificar que outros portugueses têm outros pontos de vista, que respeito, obviamente!
PIKÓ

lmdoliveira disse...

Depois de uns dias fora só hoje me é possível responder aos filhos da escola.
O Eng. Hidrográfico António Alva Rosa Coutinho, dirigiu entre 1964 a 1972 o serviço Hidrográfico e drenagens de Moçambique, à sua capacidade de marinheiro e cientista, se deve por ex. a passagem de 650 para 1300 navios, anuais no porto da Beira com os seus estudos e o trabalho de drenagem da N.R.P. Carmona o que tornou possível o navio Niassa navegar pela 1ª vez na baía de Massanzane.
Como político foi tudo menos isento, no caso "drenou" a FNLA e a Unita para que a passagem do MPLA por Luanda fosse navegar à vista. Nisto de história normalmente metade é verdade a outra metade é mentira, ou seja para os retornados ele foi o demónio, para os alinhados com a URSS foi um Deus, a história acabara por repor a verdade dos acontecimentos .
Foi-se o homem, que descanse em paz.

Mário Pereira disse...

Até sempre Almirante.
Como tudo poderia ter sido tão diferente se tivesses deixado sair os fuzileiros naquela noite...

Piko disse...

Como te entendo Mário Pereira!
Nas fábricas, já tudo estava começado e muito havia ainda por fazer por esse Portugal além!...
Claro, que a nossa "guerra" não metia armas, mas nem nos passava pela cabeça voltar atrás... Afinal, houve fraquezas humanas em dirigentes do MFA - outros chamar-lhe-iam traições - ao permitir que os interesses do capitalismo se impusessem pela força no 25 de Novembro e os resultados da derrota do movimento popular foram quase trágicos!...
Para nós, foi uma experiência, que, não sendo boa, naturalmente, deu-nos a conhecer a verdadeira face dos que vivem à custa dos que produzem e que são insaciáveis nos seus apetites de exploração e vivem obcecados, chafurdando nos dinheiros, julgando ser os senhores do mundo e ficam muito ofendidos, quando alguém lhes diz NÃO!NÃO e NÃO!...
Afinal, de tanto chafurdar nos dinheiros deles e dos outros, depois de tanta embriaguês e de tanto gozo, eis que ainda não caíram na real, que levaram a DITOSA PÁTRIA a uma falência, que para não acontecer, vai precisar da ajuda de todos os humildes!...
É este o comportamento duma nova burguesia sem princípios e que se recusa, sistematicamente, a ter respeito pelos humildes e que mal se conhece a si própria!
Esta é a verdadeira infelicidade de um país, que nunca poderá contar com esta gente, de quem temos dó...
Tudo isto, depois de interiorizar e filtrar aquela profética frase do Mário Pereira a quem envio um abraço fraterno e solidário!
PIKÓ